
Museu Aberto de Arte Urbana
O Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo (MAAU-SP), foi idealizado pelos grafiteiros e curadores Binho Ribeiro e Chivitz após um incidente onde os artista resolveram deixar suas obras nas colunas cinzas do Metro, porém sem as autorizações necessárias e acabaram detidos pela polícia. Ainda dentro da delegacia teve inicio este projeto que transformou o bairro de Santana.
O museu é constituído por um conjunto de 88 painéis de grafite instalados nas pilastras que sustentam o trecho elevado da Linha Azul do metrô de São Paulo, na Avenida Cruzeiro do Sul entre as estações Santana e Portuguesa- Tietê (Santana, Zona Norte de São Paulo).
Considerado o primeiro Museu Aberto de Arte Urbana do Brasil, o projeto viabilizou a criação de painéis coloridos com trabalhos inéditos de mais de 70 artistas de rua.
Incidente revertido em beneficios
Após um ano da pintura dos painéis iníciou-se a colocação de muretas e grades em toda a extensão do museu. Tal iniciativa provocou imediatamente o descontentamento dos curadores, artistas, visitantes, moradores e comerciantes locais, que formaram uma grande corrente de protestos solicitando a paralisação das obras. Os pedidos rapidamente alcançaram todos os tipos de mídia e logo a ação foi paralisada e retiraram todas as grades.
Através de tamanha repercussão ficou explicita a admiração que o MAAU conquistou do público e a necessidade de melhorias para o livre acesso. Deu-se então o início de um estudo urbanístico para melhorar a iluminação e a criação de ciclovias.